Pare. Sente. Feche os olhos. Relaxe.

Durma. Descanse. Repouse.

Se espreguice. Permita-se diminuir o ritmo e se for o caso admita a lerdeza.

Desmarque compromissos. Não atenda o telefone. Não leia suas mensagens. Não ligue a televisão. Não atenda o telefone.

Continue deitado. Ou sentado. Ou caminhe sem pressa, sem relógio, sem pressão do tempo ou da linha de chegada.

Respire fundo. Sinta seus batimentos cardíacos diminuírem. Boceje. Boceje de novo.

Acalme-se. Não pense em nada produtivo. Esqueça a enorme lista de coisas a fazer.

Sonhe. Dormindo ou acordado.

Conte uma piada, lembre-se de algo engraçado, ria de si mesmo.

Permita que a sua mente te leve a momentos inesquecíveis, a lugares incríveis e relembre dias maravilhosos e felizes quando você se sentiu amado, importante e mais humano, mais “você“.

E, por favor, não se sinta culpado por estar fazendo isso. Permita-se esse momento “seu” e o desfrute; afinal, você não precisa de nada a não ser de si mesmo para viver tudo isso.

Parece um exercício de relaxamento, uma sessão de yoga ou até a preparação para uma hipnose, não é mesmo? Acalme-se, esse não é o objetivo. A proposta aqui é outra, é a de viver um pouco mais, de aproveitar um pouco mais a vida e de fugir um pouco da rotina louca que vivemos, com a qual nos acostumamos e que, sem percebermos, está nos matando, matando o nosso “eu”.

Quando foi a última vez que você fez algumas das coisas sugeridas acima? Quando você se libertou das pressões, agenda e compromissos e conseguiu desfrutar de si mesmo, dos queridos a quem ama e das coisas simples da vida, que são gratuitas, mas das quais praticamente não fazemos mais uso?

As pressões desse tempo estão nos escravizando. Estão nos matando. Estão roubando as coisas boas da vida, dádivas divinas, dadas no sexto dia da criação a partir do sopro de vida nas narinas do primeiro ser humano que já existiu. De certo modo precisamos voltar ao Éden e nos “destecnologizar” (palavra de minha autoria). Percebeu que estamos tão dependentes de tecnologia que não conseguimos mais nos contentar conosco mesmos? Nem com os outros. Nem com a vida.

Você vai dizer que é difícil fazer isso e eu concordo. Dirá que é utópico e uma grande ilusão. Concordarei em parte. Parece utópico. E parece realmente uma grande ilusão. Mas é possível. E necessário. Praticamente algo classificado como essencial para quem deseja viver mais e melhor. E para quem deseja ser um pouco mais humano, mais gente, mais ser vivo, criado para usufruir primeiramente de si mesmo e depois de coisas.

Faça um teste. “Desconecte-se” por algum tempo das coisas, da rotina, do império tecnológico. E “conecte-se” consigo mesmo. Com os outros. Com a vida. Com Deus. Seja você por você e ouse por um tempo curtir a sua vida sem a necessidade dos acessórios que a tornam menos viva do que Deus a planejou.

Ligou e eu não atendi? Talvez eu esteja no meu momento “Guilherme” Tente de novo mais tarde. E que tal ter também o “seu” momento e recarregar através dele as forças da alma, das emoções e do intelecto? Que você tenha um excelente momento “você” Você merece!